quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Fé nos Espíritos das Fadas




(Imagem uma figura Lasa desenho baseado na Arte etrusca, 600a.C)
No livro The Faires in English Tradition and Literature ( Universsity of Chicago Press, 1967 ) , K.M. Briggs, presidente da Sociedade Inglesa de Folclore e detentor de uma doutorado em folclore pela Universidade de Oxford, nos diz que a mais antiga menção a fadas de qualquer espécie na Inglaterra surge nos encantamentos anglo-saxões contra tiro de elfos ( de Anglo-Saxon Chronicles, cerca de 800 d.C ) . No capítulo vinte de seu livro, Briggs reconhece que algumas fadas podem ter ingressado nas crenças celtas vindas da mitologia romana, e não da literatura clássica.
Também vemos, em The Fairy Faith in Celtic Countries, de W.Y. Evans Wentz ( que também possui doutorado em folclore por Oxford ), que as palavras fátua, fata ( respectivamente grego e romano “para fada” ) e fee ( inglês para “fada” ) são todas correlatas. Nesse livro, lemos no capítulo três:” [...] a raça das donzelas imortais, às quais os primitivos da Itália davam o nome de Fatuae, deram origem a toda família de fadas [...]”
No manuscrito do século XIII intitulado Lancelot Du Lac ( Lancelote do Lago ), encontramos Nimue, “ A Senhora do Lago”. O desconhecido autor dessa obra chama o lago de “Lago de Diana” e se refere a Diana como Rainha que reinava na Sicília antes dos tempos de Virgílio. Ele diz que os camponeses criam nela como Deusa, e que ela amava os bosques onde era cultuada pelos pagãos ( homens do campo ). O culto medieval siciliano das fadas, bem documentado pela inquisição Espanhola, está associado à Deusa Diana, que os italianos há muito chamavam de “A Rainha das Fadas”. Diana, por sua vez era cultuada na Itália no Lago Nemi, onde outrora existira seu templo ( reerguido por volta de 500 a.C no mesmo local de seu templo anterior ). Como observado por Frazer em The Golden Bough, esse antigo lago era chamado de Espelho de Diana pelos romanos, pois o reflexo da Lua Cheia podia nele ser avistado a partir do templo. No livro Ladies of the Lake ( Aquarian Press,1992 ), de Caitlin e John Matthews, vemos que Diana era associada a Nimue , a qual possuía um consorte chamado Faunus. Vemos ainda que o Pai de Nimue se chamava Dionas, um nome curiosamente semelhante a Dianus.
As mais remotas origens da imagem estereotípica de fadas na cultura ocidental remontam à arte mediterrânea. As criaturas aladas do mundo espiritual foram pela primeira vez retratadas em antigas pinturas em tumbas. O mais remotos registros de fadas de 600ª.C, na forma das Lasas, espíritos dos campos e florestas. Imagens de fadas só vieram a surgir na arte celta
Após a ascensão do cristianismo, depois da ocupação romana. A arte etrusca também representa as Lasa com tamanho humano, geralmente na companhia de um deus ou deusa, As Lasas aladas pequenas são geralmente retratadas com humanos e normalmente flutuam sobre um recipiente com incenso ou sobre uma bacia votiva. As Lasas eram também associadas as culto dos ancestrais, e são encontradas em templos etruscos ( uma pratica que liga ao antigo culto aos mortos ). Isso também se aplica aos espíritos conhecidos como Lare, os quais os romanos posteriormente absorveram e modificaram a partir das cresças etruscas de estruscas das Lasa.

O Culto aos Mortos mediterrâneo deixou sua marca de fadas na cultura etrusca da Itália. Temos seu peimeiro registro na história etrusca de Tages. Com o desenrolar da lenda, diversos fazendeiros preparam-se para lavrar um campo quando, do solo, surge um pequeno ser com aparência de elfo que se chama por Tages. Tages presenteia-os com os ensinamentos sagrados, nos quais a religião etrusca foi então embasada. Em seguida, ele aparentemente morre e desaparece, voltando às profundezas da terra.
É nos mitos etruscos que encontramos as criaturas semelhantes a fadas conhecidas como Lasa. Essas fadas são identificadas com a vegetação e com os segredos da Natureza. Na arte, são retratadas nuas e possuindo asas, portando um pequeno frasco de elixir. O líquidos contido
Nos frascos podia trazer um destes três resultados. Uma gota poderia curar qualquer doença, duas abririam os olhos aos segredos da natureza e três transformariam a matéria em espírito ou o espírito em matéria. Tais transformações eram necessárias quando da passagem do mundo físico ao mundo das fadas e vice-versa. Conceitos semelhantes surgiram posteriormente em lendas celtas.
Todas as culturas européias possuem folclore envolvendo seres conhecidos como fadas. Por vezes, são de natureza benevolente, em outras são criadoras de confusão. Apesar de as crenças sobre fadas diferirem de uma cultura a outra. Há dois conceitos básicos universais a todos: a distorção do próprio tempo e as entradas ocultas ao mundo das fadas. Esses temas surgem com maior predominância na mitologia celta.
O “agrupamento” de fadas surge nas lendas celtas, bem como no Culto às Fadas da Sicília. Aparentemente não se trata, contudo, de um mito de origem etrusca. Mesmo assim, o agrupamento das fadas é consideravelmente comum no folclore Italiano atual.

Digitado por Sarah Crow ( Witch Crow )
Retirado do Livro Os Mistérios Wiccanos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Agradeça os alimentos na mesa





Você sabe a importância que tem ser grato a Mãe Terra pelo alimento na mesa, por cada refeição? Embora eu tenha abandonado o consumo de carne, agradeço por cada vida que está sendo sacrificada para que eu viva, desde o vegetal ao animal, a energia deles irá se misturar a minha energia e sempre peço a Deusa e o Deus que abençoe os alimentos. Minha oração pessoal é simples:

"Agradeço à Deusa e ao Deus pelos alimentos que irei consumir agora que hão de me manter vivo (a)
Agradeço por esses vegetais,frutas que vou ingerir agora e que por mim estão dando sua vida, sou grato!
Agradeço a esse animal cuja energia irá se misturar a minha agora para que eu viva, ele viverá através de mim, sua morte e sacrifício não tenha sido em vão para me manter vivo, sua energia nesse momento se misturará a minha energia e seremos um só.
Não seja desperdiçando o alimento na mesa, que haja sempre fartura nessa casa."


Assim seja !

Sarah Crow

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Harmonize sempre sua energia antes de agir




Você nunca precisa se preocupar a respeito de como e quando uma coisa poderá acontecer. Simplesmente defina a sua intenção. O Universo é capaz de organizar todas as circunstâncias e eventos necessários no momento certo e perfeito. O momento certo diz respeito a você se harmonizar com seu eu superior . Evite dizer: “Quero que isso aconteça na semana ou no mês que vem” , já que determinar uma escala de tempo precisa gera resistência se uma parte sua não acreditar que o que você quer possa acontecer tão rápido. ( As pessoas tem a mania de dar prazo para que as coisas aconteçam, como se testassem as forças dos cosmos, você quando inicia um tratamento médico ou faz as coisas certas ou não adianta dar prazo para ficar bom da doença , não é assim que funciona.) Você pode se lançar em um conflito. Do mesmo modo, você não precisa calcular como irá conhecer o seu parceiro(a) ideal, como irá pagar as suas dívidas, como irá descobrir um escoadouro criativo ou resolver uma questão complicada. O Universo destrinça todos os detalhes relacionados com a maneira, o momento e o lugar em que o seu desejo irá se realizar. Não tente se apressar na direção da meta, porque o fluxo o levará para lá quando tudo estiver configurado para você.
Se você se mantiver vibratóriamente em harmonia com qualquer desejo, o Universo seguramente encontrará uma maneira de torna-lo realidade. Isso é garantido. É assim que essa realidade mágica funciona. A sua tarefa é simplesmente entrar no fluxo.


Extraído de Vida- Um presente do Universo
De Gill Edwards, Ed. Cultrix
Digitado por Sarah Crow

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Deuses, Arquétipos E egrégoras


Deuses, Arquétipos E egrégoras


“O homem se esqueceu de que todos os deuses ainda moram no seu coração.”
William Blake




O panteão das tradições antigas resultou na interação dos princípios cósmicos universais: O masculino, representado pelo Pai Céu, e o feminino, personificado pela Mãe Terra.
O casamento sagrado desses pólos gerou forma energéticas secundárias, polarizadas pela influencia das forças telúricas, cósmicas, planetárias e dos fenômenos da natureza. Quando modeladas pela egrégora mental de um conjunto racial,tribal ou grupal, essas energias se manifestam como arquétipos divinos, imbuídos de características e atributos específicos e com apresentações e nomes que variam conforme o lugar de origem.
A existência e a sobrevivência dos arquétipos de determinado panteão dependem da INTENSIDADE com que são cultuados e da duração desse culto. Sem essa conexão e nutrição recípocra, as matrizes etéreas enfraquecem-se e acabam desaparecendo com o passar do tempo.
Apesar de as divindades dependerem da egrégora humana, elas não são mero fruto de nossa imaginação; são expressões reias de poderosos campos energéticos e vórtices de energia cósmica. Elas existem em uma realidade diferente do mundo tridimensional, chamada pelos xamãs de nagual ou “realidade incomum” ( ou extrafísica ), e têm o poder de existir e agir independentemente da vontade humana.
Esses centros de energia cósmica, sutis e inteligentes, denominados divindades ( sejam elas deuses, vibrações originais,devas ou orixás ), supervisionam o livre-arbítrio coletivo e auxiliam nas decisões tomadas pelos indivíduos, dentro dos limites , valores e regras do ambiente ao qual pertencem. Isso significa que elas não interferem no livre-arbítrio, nem agem contra os interesses do agrupamento humano que as “criou” e continua “alimentando-as” por meio de invocações, oferendas, cultos e rituais. Existe a necessidade de intercambio energético permanente entre a origem e o resultado da criação, entre o criador e a criatura.
Uma divindade deixará de existir apenas quando não tiver mais nenhum ser humano invoque sua presença ou acredite em sua existência. Quando isso ocorrer , o campo energético por ela representado não se extingue no espaço , mas se desloca ou volta a sua origem , podendo servir como subtrato para a criação de um novo arquétipo, em lugar ou tempo diferente.
Os deuses e deusas não são arquétipos estático, eles EVOLUEM e se MODIFICAM, de acordo com o progresso cultural e tecnológico e a tragetória espiritual humana
As mudanças na percepção e interpretação de suas manifestações e a compreensão expandida de seus atributos e funções levam à readaptação dos mitos e a sua adaptação às novas necessidades mentais humanas que determinam a “metamorfose” das divindades, que acompanham de maneira simbiótica, o desenvolvimento de seu povo e o surgimento de novos valores e hábitos comportamentais, morais e sociais. Compreende-se assim, o porque das diferenças nos mitos de um mesmo deus ou deusa e os variados nomes a eles atribuídos.

Esse texto foi digitado por Sarah Crow e retirado do Livro Mistérios Nórdicos de Mirella Faur
Arquétipos da Mitologia Nórdica
CAPITULO III

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oráculos e mancias não são caridade.


Olá Povo!

Como alguns membros e participantes de nossas listas não vão poder está presentes no dia do nosso encontro, estarei trazendo aqui os assuntos que serão colocados em pauta nesse dia.
Vou começar falando sobre o porquê nós que abrimos os oráculos temos de cobrar pelo nosso trabalho. E gostaria da participação de todos, incluindo meus contatos em pvt que também vão está recebendo essa mensagem.

Algumas pessoas usam de uma frase muito comum para alegarem que nós tarologos, cartomantes e Babalorixás, Yálorixás em fim, nós que nos prestamos a nos conectarmos com a divindade teríamos por obrigação de não cobrar por nossos préstimos. A frase que diz: “Daí de graça o que de graça recebeste.”
Muito bem, vou dar a minha opinião, até onde eu sei essa é uma frase bíblica que está no livro de (Mat. 10:8), mas será que quem disse essa frase se referia a dar de graça o dom de ver e sair por ai abrindo oráculo sem nada cobrar? Em primeiro lugar gostaria de deixar bem claro que esse dom que tenho de berço não é sai nada barato, muito pelo contrário, sou responsável pelas informações por mim passadas as pessoas, atendo gente que deveria na verdade está se consultando com um psicanalista ou psiquiatra , e acabo fazendo papel não só ao qual me propus que é de ler a sorte das pessoas. Cada tarô, baralhos, cartas, runas, búzios que compro não chegam a mim de graça, preciso pagar para tê-los, fora os livros que compro e não são nada baratos que preciso para estudos e assim poder aprimorar meu conhecimento, daí vem o fator TEMPO! Uma consulta que normalmente deveria levar 40 minutos acaba levando de três a seis horas, eu fico totalmente esgotada fisicamente e mentalmente, para repor essa energia faço uso de banhos com ervas, flores ( que devem ser frescas ) trabalho com energia das pedras , defumadores, incensos, sempre que me atrevo a fazer uma consulta na base da troca, ou seja a pessoa me trazendo esse material, ocorre que me trazem TUDO errado ou faltando coisas, e quem fica no prejuízo com o mundo espiritual que me cobra sou eu.
Sim, sou cobrada pelos meus guias, pois preciso regularmente está agradando à eles com oferendas e sem dinheiro não tem como eu fazer isso. Vai daí que meu TRABALHO como cartomante e tarologa precisa ser pago em espécie dinheiro.
Existe nas tradições cigana uma superstição que se jogarmos de graça para as pessoas, as cartas mentem, elas fogem da realidade , e ambas as pessoas tanto quem abriu o jogo como quem recebeu ( cliente ) acabam um dia se tornando inimigos, pois isso gera quizila de santo, por não está havendo uma TROCA JUSTA! A energia do jogo precisa fluir, é como na Lâmina da Temperança a TROCA. Já ouvi dizer que quando jogamos de graça para alguém a vida dessa pessoa fica com maldições e ela estará com divida karmica com quem abriu o jogo para ela.
Em fim, como disse eu particularmente já tentei fazer na base da troca de matérias e não deu certo mesmo, a única forma que ainda da certo comigo é quando a pessoa também abre oráculo para mim, por exemplo: Tenho amigos que também tem o dom de ler a sorte, e ai fazemos troca, eu jogo para você e você joga para mim, ai sim é algo justo, justíssimo. Já teve gente que veio a mim, choramingando querendo que eu abrisse jogo
Dando a entender não ter condições para pagar pelo meu trabalho, mas o que me deixa mais indignada é que com roupas de marca, perfumes importados, baladas,night, salão de beleza, com esses falsos pais de mães de santo esse povo pode pagar.
No momento estou fazendo atendimentos através do meu site, não atendo por enquanto mais na minha casa, pois estava havendo a falta de respeito quanto ao meu horário estipulado, volto a frisar que ninguém é obrigado a vir se consultar comigo, se não querem pelo site, existe um mar de gente que se diz cartomante por ai é só escolher.
Não jogo mais de graça nem para meus parentes, como disse são ordens do astral porque esse dom ao menos para mim não vem de graça não, meu dom é também a minha “maldição” podem está certos disso, não vou banalizar meu trabalho com pessoinhas que só querem saber se o fulano gosta dela (e ) , com pessoas com problemas muito mais sérios que me pagam corretamente, não posso ser injusta.
Outra coisa que é preciso deixar claro: Amigos, amigos , negócios a parte. Essa sim é uma frase muito boa e justa, pois eu sempre que pedi o favor de alguém, fiz questão DE PAGAR, se a pessoa não aceitou meu pagamento e depois fica achando que tenho como divida minhas cartas, eu só tenho a lamentar.
Então esse será um dos assuntos a serem debatidos no nosso encontro, quem por algum motivo não poderá está lá, se desejar pode agora está opinando através do e-mail ou da lista, sintam-se a vontade.

Paz e Luz a todos

Sarah Crow ( witch crow )



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quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Monge e o Escorpião



O MONGE MORDIDO
Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados. — Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão! O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Religião ou Espiritualidade

Religião ou Espiritualidade
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Há centenas de religiões, cada uma se proclamando portadora da verdade e desqualificando as outras.

A espiritualidade é apenas uma, em exercício permanente e sem forma única.

A religião possui templos para louvores e adorações.
O templo da espiritualidade é o ser, o mundo, o universo.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que despertam.

A religião é para aqueles que necessitam de um código externo e precisam ser guiados.
A espiritualidade é para os que ouvem e praticam o embrião da consciência, a voz interior.

A religião é um conjunto de regras e dogmas, não admite questionamentos.
A espiritualidade te leva à reflexão, a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça, amedronta, impõe e cobra.
A espiritualidade procura, desenvolve, liga causas e conseqüência, serenamente.

A religião aponta pecados e declara culpas.
A espiritualidade aponta a ignorância e toma o sofrimento como ensinamento.

A religião reprime, condena e acusa.
A espiritualidade transcende, compreende e esclarece.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.

A religião determina formas.
A espiritualidade desenvolve conteúdos.

A religião não indaga, nem questiona.
A espiritualidade duvida, experimenta, observa e procura absorver..

A religião é crença.
A espiritualidade é busca.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é ligação e não tem regras.

A religião divide, secciona e discrimina.
A espiritualidade une, respeita e abraça.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade, você precisa buscá-la.

A religião necessita do (e determina o que é) sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado, em tudo.

A religião se alimenta do medo e da ignorância.
A espiritualidade se alimenta na busca e no desenvolvimento da consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com ser.

A religião ensina a evitar o mal por medo do castigo e fazer o bem por interesse na recompensa.
A espiritualidade ensina que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.

A religião é adoração e temor.
A espiritualidade é reflexão e amor.

A religião tortura o presente com os valores do passado, ameaçando com castigos no futuro.
A espiritualidade vive o presente, levando em conta as lições do passado, fazendo o plantio do futuro.

A religião condena e encarcera a natureza.
A espiritualidade desenvolve a consciência para tratar com a natureza.

A religião manda crer na vida eterna.
A espiritualidade nos permite viver a eternidade da vida.

A religião promete o encontro com Deus depois da morte.
A espiritualidade busca o encontro com Deus dentro de nós mesmos, a cada momento.

A religião determina e inquieta.
A espiritualidade desabrocha e aquieta.

Religião é tirania espiritual.
Espiritualidade é consciência existencial.
(Autor Desconhecido)


O que você esta buscando em sua vida ?
Dormir ou acordar ?

Reflita!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

NÃO COMER CARNE APENAS NA SEXTA SANTA É COISA DE IDIOTA

NÃO COMER CARNE APENAS NA SEXTA SANTA É COISA DE IDIOTA

http://blog.temperodavida.com.br/up/t/te/blog.temperodavida.com.br/img/C__pia_de_cute_kid_eating_meat_steak_photo_1.jpg


E ignorante, claro, além de hipócrita. Mas fico com a idiotice, minha opção favorita, pois de certa forma soma ignorância e hipocrisia, além de garantir uma burrice extrema inalienável. Mas, claro, não é um desabafo dotado da mais pura falta de respeito. Ao contrário! Falo aqui, antes e acima de tudo, em favor da tradição cristã. Duvidam? Vamoquevamo!

A tradição católica não diz respeito à Semana Santa ou, mais ainda, apenas à quinta ou sexta-feira, mas sim a TODA A QUARESMA, ou seja, aos QUARENTA DIAS QUE ANTECEDEM A PÁSCOA. Não adianta, portanto, trocar seu bifinho por peixe em um ou dois dias, mas manter toda a esbórnia nos outros 38 dias. Você, amigo ou amiga, é um idiota. É como que, para não pegar DSTs, deixasse para colocar camisinha apenas nos três segundos finais de uma transa (desculpem a analogia, foi a que veio mais rápido).

Isso de não comer carne é apenas UMA das renúncias e, diga-se de passo, a mais simples. O catolicismo impõe jejuns, abstemia alcoólica total, extrema sobriedade e um sem-número de penitências. Religião é isso, amiguinhos: um pacote completo fechado. Por essas e outras, não sou de qualquer crença. Mas, quem é, que aceite por completo, ou então não adianta dar "migué" e ficar sem carninha só um dia para fazer de conta que é do clube. Isso, com todo respeito (ou quase isso), é idiotice.

"Ah, mas o mundo mudou". Sim, claro. Religiões, porém, não mudam. É a diferença entre secularidade e instituições milenares. Até hoje há gente que se diga católica apostando na "alegoria" de Adão e Eva, quando na verdade o Éden é o PILAR BÁSICO de todo o cristianismo (resumindo: o Pecado Original é aquele do qual Cristo libertou parcela da humanidade - sem ele, não haveria um Salvador). Outra curiosidade - não sei se apenas brasileira - é a existência do "não-praticante".

E ainda nisso de "o mundo mudou", vale lembrar que apenas a parte chata some com o tempo. As duas pontas da Quaresma continuam vivíssimas para o povo, inclusive os não-adeptos do cristianismo: Carnaval e Páscoa. A festa pagã romana (no cristianismo, usada justamente para resguardá-los quanto aos 40 dias de penitências) e a comemoração da ressurreição do Messias cristão (também uma libertação desses 40 dias de sufoco) prosseguem com a bola toda (nos dias de hoje, em forma de esbórnia sem fim e distribuição de chocolates, respectivamente).

Daí que algum incauto resolve, deliberada ou inadvertidamente, comer um pouco de carne vermelha (curiosidade: podem comer peixe, camarão etc.) justo no "dia proibido". Por incrível que pareça, há os que passam REPRIMENDAS dizendo que é "pecado". E praticamente todos os que passam sermões, a grande minoria se resguarda durante os 40 dias. Deixam para comer bacalhauzinho zoado só na sexta-feira e olhe lá, considerando desaforo a desobediência a seus ritos.

Que ritos? Fizeram a maior esculhambação com a Quaresma! Transformaram QUARENTA DIAS DE PENITÊNCIA em um almocinho de bacalhau ou camarão ou qualquer outra coisa. Sim, é bem chato passar esse tempo todo sem beber, e sofrendo, e vez por outra jejuando. Quem não gosta, que largue a religião (eu não tenho, entre outras coisas, por causa disso). Mas, se quer ter, siga à risca e não invente moda. Ou então, alguém pode muito bem comer uma chuleta sangrenta nesta sexta-feira e dizer que é igualmente cristão.

Afinal, qual a diferença pra quem ficou 39 dias na bagunça?

Revisão: Hellen Guaresch

terça-feira, 15 de março de 2011

Egrégora morta, "deuses falidos"

Egrégora morta, "deuses falidos"

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Gente, hoje estive pensando em um assunto que a tempos venho querendo debater aqui nas minhas listas, mas não sei por onde começar e se vão entender o que estou querendo dizer, por tanto deixo claro desde já que não estou afirmando nada, estou levantando uma questão, onde estou totalmente aberta a ouvir.

Judaísmo (em hebraico יהדות, transl. Yahadút) é o nome dado à religião do povo judeu, a mais antiga das três principais religiões monoteístas (as outras duas são o cristianismo e o islamismo).

O cristianismo se iniciou como uma seita judaica [7] [8] e, como tal, da mesma maneira que o próprio judaísmo ou o islamismo, é classificada como uma religião abraâmica (ver também judaico-cristão).[9][10][11] Após se originar no Mediterrâneo Oriental, rapidamente se expandiu em abrangência e influência, ao longo de poucas décadas; no século IV já havia se tornado a religião dominante no Império Romano. Durante a Idade Média a maior parte da Europa foi cristianizada, e os cristãos também seguiram sendo uma significante minoria religiosa no Oriente Médio, Norte da África e em partes da Índia. [12] Depois da Era das Descobertas, através de trabalho missionário e da colonização, o cristianismo se espalhou para as Américas e pelo resto do mundo.

O cristianismo desempenhou um papel de destaque na formação da civilização ocidental pelo menos desde o século IV. [13] A primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial foi a Armênia, fundando a Igreja Ortodoxa Armênia, em 301.

No início do século XXI o cristianismo conta com entre 1,5 bilhão [14][15] e 2,1 bilhões de seguidores,[16] representando cerca de um quarto a um terço da população mundial, e é uma das maiores religiões do mundo.[17] O cristianismo também é a religião de Estado de diversos países. [18]

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

Certo, agora imaginem a força dessa egrégora cristã nos dias atuais, em relação aos deuses pagãos... Acredito que outrora os deuses pagãos tiveram seu apogeu, aonde seus cultos e sacerdotes promoviam rituais regados de muita orgia, sacrifícios humanos, de animais , tudo não pela vontade dos deuses , mas para satisfazer seus propósitos, é claro que assim como hoje em dia sempre tinham aqueles sacerdotes ( sacerdotisas ) que vinham com aquela velha ladainha de que sacrificar um bebe por exemplo satisfaria aos deuses e os acalmaria, sacerdotes essas manipuladores que em nada estavam servindo aos deuses e sim aos seus propósitos mesquinhos como temos visto muitos até hoje.

Penso que com o surgimento do cristianismo muita coisa mudou, a mensagem de paz e amor foi absorvida por muitos, embora é claro mesmo dentro do cristianismo tivemos sacerdotes também movidos pelos seus propósitos matando em nome de Deus e Jesus, sabemos que não foi essa a mensagem deixada por ele, mas muitos morreram sim em nome Jesus nas fogueiras da inquisição.

Agora o fato é que hoje em dia vejo neo-pagãos tentando ressuscitar os antigos deuses, com novos cultos, mas de qualquer forma até que essa egrégora tome forma e ganhe força novamente ainda falta muito, e não vai ser com essas pessoas que tenho visto agora, onde alguns se autoproclamam Arquedruidas, Sumo sacerdotes e por ai vai, visando arrancar lucro...

Agora pensem que força tem vamos dar um exemplo aqui um adorador de Thor nos dias atuais em relação a egrégora Cristã?

Um moça que veio a minha casa disse que tem orado aos deuses em especial Hécate, mas que nunca obteve respostas da mesma, já quando faz uma oferenda a Oxum é logo respondida, ainda disse que a egrégora wicca nada mais era que puro modismo sem força. Não vou negar que eu particularmente quando peço algo aos Gênios da Cabalá sou respondida muito mais rápido do que quando trabalho com alguns rituais da wicca.

Ficamos um bom tempo debatendo sobre esse assunto.

Quando trabalho com Afrodite eu a trabalho dentro de mim como Arquétipo o mesmo com Baco, tenho respostas as vezes por meio de sonhos, meus rituais dão certo com eles, talvez isso também vá da minha fé...

Conheço pessoas que são sacerdotes de deuses Egípcios e tem seus rituais e preces respondidas já outros não, já outros trabalham com a egrégora do Candomblé, mas aqui não vamos negar que essa é uma egrégora muito forte não extinta, como no caso de alguns deuses Babilônios por exemplo. Se eu evocar uma deidade Celta é o mesmo que falar com uma pedra, já se falo com o gênio da cabala sou imediatamente respondida.

Não sei se deu para entenderem onde quero chegar, mas gostaria muito da opinião de vocês sobre essa questão da força de uma egrégora e até que ponto os seus deuses os respondem. Volto a dizer que vejo os deuses como Arquétipos de nossas almas e quando não os cultuamos eles deixam de viver e perdem sua força.

E vocês o que pensam sobre esse assunto?


Sarah

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Se procuras a Paz

Se procuras a Paz

http://2.bp.blogspot.com/_Q4vpO1vxeUY/TE2cO_nXFSI/AAAAAAAAATs/qrOWY_KyMpE/s1600/vera_paz.jpg

Esqueça as desilusões e as mágoas que porventura te assaltem a mente, para que fixes na conquista da verdadeira felicidade.

Esqueça o lado menos feliz dos companheiros de trabalho e de ideal, a fim de que lhes enxergues tão somente as qualidades enobrecidas e as possibilidades
de elevação.

Esqueça as injúrias recebidas, entesourando as bênçãos que te rodeiam.

Esqueça o azedume e a incompreensão dos adversários e esmera te a conservar os amigos e irmãos que te apoiam as tarefas do dia-a-dia.

Esqueça os assuntos que provoquem a mentalização dos erros e tragédias da humanidade e rende culto permanente aos feitos edificantes e heróicos em que os homens hajam exaltado a sua natureza divina.

Esqueça os fracassos que já te assediaram a existência e escora-te nas esperanças e realizações com que diriges para o futuro.

Esqueça as reminicências amargas e mantém na memória os acontecimentos felizes que se te erigiram na estrada, alguma vez, por motivos de euforia e plenitude espiritual.

Esqueça as dificuldades que te entravem a marcha e consagra-te ao serviço que já possas criar ou fazer na seara do amor ao próximo.

Se procuras a paz, esqueça todo o mal e dedica-te ao bem, porquanto somente o bem te descerrará caminho para as bênçãos da luz.

PAX DEORUM


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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Romansanta o homem Lobo

Manuel Blanco Romansanta. O homem-lobo galego. O lobisomem de Alhariz

Por Cristo Marcelino (**)

Traduzido do espanhol por Paulo Soriano

Manuel Blanco Romasanta nasceu em novembro de 1819 em Requiero, um pequeno povoado do vale de Alhariz, a meio caminho entre a cidade de Ourense e a fronteira de Portugal.

Chegou a exercer os ofícios de mascate e trabalhador diarista. Tinha um dom peculiar para a orientação, conhecendo muito bem as terras lindeiras do Vale de Alhariz, além das sendas e caminhos de Leão, Astúrias, Cantábria e Portugal. Rosamanta explorava todo este conhecimento a bem de seu ofício.

Romasanta media 1,37 e possuía uma agradável aparência que, em princípio, não causava medo aos seus vizinhos. Além disso, era muito inteligente. Sabia ler e escrever e tinha um cavalo, isto numa época em que reinava o analfabetismo e em que possuir o citado animal era como, nos dias de hoje, ter um carro de alto poder aquisitivo.

Dava-se muito bem com as mulhres; digamos que “entrava pela cozinha”, ajudando a trazer cântaro de água ou realizando vários trabalhos domésticos que as mulheres reconheciam com agrados para o galã Romasanta. De tanto acompanhar-se de mulheres, fez com que os homens de seu povoado o vissem como um afeminado, coisa que o beneficiava em suas “outras tarefas”

Em 1843, Romasanta cometeu o seu primeiro homicídio. Sua vítima foi o guarda civil Vicente Fernández. Devido ao crime, acabou sendo condenado a dez anos na cadeia, da qual, posteriormente, fugiu.

Romasanta praticava a antopofagia: matava suas vítimas e as comia em seguida. Seu “modus operandi” era, praticamente, o mesmo: enganava suas vítimas dizendo que as levaria a uma casa de gente rica de Santander para trabalharem em tarefas domésticas. Dizia que havia falado com os amos e que as vítimas se sentiriam melhor em tais lugares. Posteriormente, quando chegavam a um bosque, as matava, desnudava e roubava-lhes tudo de valor, inclusive as roupas, que logo depois vendia. Mais tarde, voltava ao povoado e mentia aos familiares das vítimas, dizendo que tudo correra a contento.

As primeiras vítimas foram assassinadas em 1846: Manuela Blanco e sua filha Petra, de 47 e 6 anos, respectivamente. Viviam elas em Rebordechao, um povoado bem distante de Alhariz. Nesta época, Manuela, que conhecia Romasanta e o tinha em boa estima, passava momentos difíceis. Havia-se divorciado do marido, Pascual Marrero. Manuela desejava esquecer, passar uma borracha em seu passado. Romasanta a consolou e lhe deu apoio nestes rudes momentos. Certo dia, Romasanta apareceu com a solução. Disse-lhe que um religioso de muito dinheiro, em Santander, procurava uma governanta para a casa, onde ela e sua filha poderiam trabalhar e viver melhor. Manuela não pensou duas vezes: vendeu as suas propriedades, despediu-se de suas irmãs e com Petra e Romasanta pôs-se a caminho da Cantábria. Semanas depois, o vendedor ambulante retornou, contando às três irmãs de Manuela que tudo havia saído bem e que conhecera outro sacerdote, bem aquinhoado, que necessitava de uma criada.

Benita, de 31 anos e irmã mais nova de Manuela, foi a segunda a ser engabelada. Em dois dias, partiu com seu filho Francisco, de 10 anos. Mesmo caminho, mesmo guia, mesmo fim.

Josefa, de 43 anos, e Antonia Rua com suas filhas menores Peregrina e María, seguiram-lhes neste caminho mortal. Após estas vítimas, as pessoas, com o tempo, começaram a questionar sobre o paradeiro dos familiares. Depois de tanto tempo, não se sabia absolutamente nada sobre eles. As famílias inquiriam-no e Romasanta chegou a responder algo como “estão felizes; sempre que os vejo me agradecem por tê-los levado a Santander; bons patrões, boa comida e até bom tempo. O salitre do mar é sempre melhor que estas úmidas montanhas. Disseram que logo escreverão”. Romasanta tinha a sorte de que, naquelas épocas, grassava o analfabetismo, de molde que ler e escrever custava dinheiro. Assim, era sempre custoso escrever à família.

Apesar disto, a coisa se complicou e Romasanta teve que falsificar, ele mesmo, as cartas para as famílias de suas vítimas, contando-lhes que “tudo lhes ia maravilhosamente graças a Romasanta”.

Mas a sorte não durou eternamente para Romasanta. Seu erro foi vender a roupa das vítimas, que, àquela época, no interior da Espanha, eram um bem basante valioso. Um dia, dois irmãos das vítimas de Romasanta defrontaram-se com uma mulher a trajar as roupas que deviam ser de sua irmã. Quando estes homens perguntaram à mulher sobre as vestes que trazia, ela, ignorantemente, dizia que Romasanto lhes havia vendido a um bom preço. Aos poucos, os irmãos viram mais outras pessoas com objetos que a irmã usava, e, neste momento e segurança, formularam denúncia à Guarda Civil.

O bufarinheiro Manuel Blanco Romasanta, ciente do fato, desapareceu.

Romasanta foi detido, por acaso, em 2 de julho de 1852, no distrito de Nombela, Toledo. Dois confrades galegos avisaram ao prefeito que Romasanta era um fugitivo procurado pela Guarda Civil na Galiza. Romansanta pretendia esconder-se ali até que as coisas esfriassem, mas o tiro saiu pela culatra. Naquela época, eram-lhe atribuídas nove vítimas, a maioria delas mulheres e crianças. Portanto, o caso do lobisomem galego era de máxima prioridade.

“Fui vítima de uma maldição familiar que me transformou em homem-lobo [...] A primeira vez em que me transformei foi na montanha de Couso. Encontrei-me com dois lobos de aparência feroz. Imediatamente, fui ao chão, tive convulsões, revolvi-me violenta e descontroladamente por três vezes, e, em poucos segundos, já era também um homem-lobo. Estive cinco dias com os outros dois, rondando astuciosamente com eles, até que voltei a recuperar o meu corpo”. O juiz de instrução, Quintín Mosquera, ficou atônito, enquanto o escrivão tomava nota. “Os outros dois lobos que vinham comigo, que eu também acreditava que fossem lobos, voltaram à forma humana. Eram dois valencianos. Um se chamava Antonio e o outro, Genaro; e também sofriam de uma maldição como a minha.” O magistrado, o escrivão, os guardas-civis e o advogado do acusado, Jacinto Paz Rivero, olharam-se perplexos. “Durante muito tempo saí com Antonio e Dom Genaro. Atacamos e comemos várias pessoas por quem tínhamos fome”.

Em seguida, o juiz perguntou-lhe se guardava alguma lembrança destes atos.

“Sim, todos. Mas o instinto animal mandava em mim a partir do momento em que me tranasformava em lobo. E assim eu sentia o instinto e a fome de carne humana. Quando voltava a ser homem, sentia certo remorso, mas nada podia fazer.”

O juiz de instrução ordenou à Guarda Civil o traslado do acusado aos lugares dos fatos para a reconstituição e para fixar a veracidade das palavras de Romasanta.

Examinou-se a serra de San Lamed e ali Romasanta explicou como havia matado Manuela, Benita e Antonia, com seus respectivos filhos.

O juiz que conduzia o processo, como não poderia ser diferente, ordenou que se fizesse um estudo da personalidade do acusado. Precisava saber se Romasanta era caso para a Medicina psiquiátrica ou para a morte por garrote vil.

Seis médicos (4 clínicos e 2 cirugiões) estudaram o acusado. A conclusão dos médicos foi contundente e estes deixaram claro que Romasanta não era idiota, louco, monomaníaco ou imbecil... que se fora menos esperto, não seria tão cruel; e que sabia o que era o bom, o justo e o honesto. Chegaram a dizer que era um homem mentalmente são, e que esperzinhava do coração a sensibilidade, e os bons sentimentos da humanidade. Tudo isso fundado nos conhecimentos psiquiátricos da época – o senso comum. Estudos posteriores, baseados na personalidade de Romasanta, concluíram que era ele um esquizofrênico-paranóico, afetado por um delírio de transformação em que subjazeria um sadismo zoofílico. Isto é: Romasanta padecia de licantropia.

Duas mil páginas preenchem o sumário-crime que consta do arquivo histórico do Reino da Galiza. Quando do processo de Romasanta, este se fez nacionalmente conhecido, em especial na Galiza. Os jornais ocuparam as suas primeiras páginas com a informação do julgamento. Romasanta foi processado aos 42 anos (1852).

Em juízo, Manuel Blanco Romasanta chegou a declarar o seguinte:

“Cheguei a manter a forma de lobo até oito dias seguidos, embora normalmente não passasse mais de dois ou quatro dias transformado. Antonio, todavia, chegou a mantê-la por dez dias, e Dom Genaro por quinze, isto quando o normal era quatro ou cinco. Com eles, matei e comi várias pessoas. Mas mas algumas, como Josefa e Benita, e seus filhos, matei e comi sozinho.”

Certamente, nos dias de hoje, nada se sabe a respeitos de tais comparsas.

O advogado de Romasanta tentou convencer o tribunal que seu cliente era um psicótico, um louco, um ser que acreditava ser um homem-lobo. E tudo isso um resultado de uma má-educação e de um meio repleto de grotescos contos populares e rudes crendices. Os assassinatos de Romasanta foram tão brutais que parecia que um lobo tinha devorado as vítimas. Nesta tese se apoiou Jacinto Paz, o advogado do acusado, chegando a dizer que era impossível que seu cliente houvesse realizado estes crimes. Para outros, era uma evidência de que era ele um homem-lobo de verdade. Romasanta chegou a confessar treze homicidios. Ao assassinato das mulheres acresceu os de Vicente Fernández, Manuel Ferreiro e duas pessoas mais. Também confessou outros intentos que restaram frustrados.

Jacinto Paz perdeu a batalha. Em 6 de abril de 1853, o homem-lobo galego foi condenado a morrer no garrote vil pelo assassinato de nove pessoas, embora tivesse confessado o assassínio de treze.

Mas Jacinto Paz não pedeu a guerra. De fato, ganhou a guerra pela vida de seu defendido. A rainha Isabel II, através do Ministro da Graça e Justiça da época, recebeu uma carta enviada de Argel e remetida por um certo professor Philips, um hipnotizador francês. Nesta carta, solicitava o adiamento da sentença para poder estudar Romasanta, cujo processo havia acompanhado pelos jornais. O francês estava convencido de que Romasanta não controlava os seus atos, que não era capaz de distinguir o bem do mal, e que sofria de uma monomania, conhecida por médicos antigos, chamada licantropia. E, para fortalecer as suas palavras, argumentou que iriam executar um lunático aos olhos do mundo. O que desejava o francês era hipnotizar Romasanta para verificar o seu diagnóstico.

Isabel II revogou, em 24 de julho de 1853, a sentença de morte prolatada contra Romasanta, comutando-a por prisão perpétua. A partir daqui, o final de Romasanta é um completo mistério, repleto de suposições: chegou-se a dizer que ele cometera suicídio ou que morrera de velhice no cárcere... mas, realmente, ninguém sabe a verdade.

(*) Matéria publicada originalmente na Revista Eletrónica Ángulo 13 (www.angulo13.com)


(**)Escritor espanhol, autor do livro “Relatos Oscuros y otras Exaltaciones”, editado por Otra Dimensión.

Nota do editor: O “site” Contos Grotescos agradece ao autor Cristo Marcelino e ao editor de Ángulo 13, Juanca Romero H., por autorizarem a da tradução e publicação da matéria nesta revista.